quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O underground gastronômico de Buenos Aires pt. 4 - Tegui


Foi uma noite engraçadíssima. Fazia tempo que não ria tanto... que não ria tanto de mim mesmo! Na ânsia por achar lugares perto de casa, achei um lugar a 400m do hotel que havia resenhas positivas e negativas, estava no 50/50. Resolvi arriscar.

Tegui é o nome do restaurante. Observem a entrada do restaurante. Alguém já viu algo semelhante? Naquela porta, além do "Tegui", há um olho mágico e uma maçaneta e o vidro é totalmente escuro, sendo impossível imaginar o que encontrar. Há uma campainha também. Toquei a campainha e uma mulher, vestida idênticamente à Trinity do Matrix, mas com 75% da beleza da Carrie-Anne Moss (o que já lhe dá uma nota 8) me atendeu dando boas vindas e perguntando se havia reserva. O fato é que, ao se abrir a porta, a escuridão não se altera, pois você se depara com mais escuridão, que é o bar. Com muito orgulho pedi uma 'mesa pra 1'. Aguardei por 4 minutos e a Trinity porteña me levou à mesa.



De onde esperei, já pude ver a luz, o restaurante e já comecei a pensar: fudeu, fudeu, fudeu. FUDEU! Mas quem me conhece sabe que dificilmente 'dou pra trás'... não me lembro a última vez que tive a humildade de reconheci que tinha fudido e não tenha dado meia volta. Aqui é curinthia! E eu sigo a máxima do filme Ronin: quando houver dúvida, não há dúvida! Ergui a cabeça, respirei fundo e fui pra mesa.



O problema é que eu sou burro. Burraldão mesmo. Podia ter parado, analisado a situação e não ir muuuuito fundo no esquema, mas vejam o que se segue.

Observem o que começou a chegar na mesa, quase que deliberadamente: não me perguntem o que é... eu mal conseguia pensar no que estava fazendo, com o argentino falando este específico vocabulário, eu quase que fiquei tonto e desmaiei com tanta informação.



Basicamente, o primeiro veio a manteiga, tradicionalzona com uns pães que você podia escolher. Gostei mais deste fininho. Falei com o garçon e ele me informou que é um pão feito com muito sal e muito azeite, massa bem fina... e casca crocante. Parece um folheado, mas não é.



Depois veio a salada caprese nessa massa fininha em formato de cone com queijo brie. Muito boa. Obviamente que comi 3. Até então nem tinha olhado o cardápio... estava lá, no meio de pessoas como Menen, Madonna, Maradona, Eva Perón, etc... só gente desse nível estava presente!



Os demais pratos que seguiram e estão aqui, cara... eu não imagino o que seja... mas nada mesmo... só sei que comi de tudo e tudo estava muito bom. Por 2 vezes o garçon veio tirar o pedido, mas reafirmei que ainda não tinha olhado o menu e não sabia o que ia comer, quiçá o que iria beber.



Daí, chegou uma hora, uns 20 minutos depois que não dava mais pra evitar: tive que olhar o menu:

- 1 prato: 110 pesos
- 2 pratos: 180 pesos
- 3 pratos: 220 pesos
- menu degustação de 6 passos: 280 pesos + 2 taças de vinho, 340 pesos

Bebidas... cervejas, impagáveis. Pensei em tomar um vinho. Uma taça, não... uma garrafa. Afinal, fodido por 1, fodido por 1000. Me fodi por 1000. Resolvi pegar um vinho de 100 pesos. Obviamente que depois que o garçon abriu a garrafa, e infelizmente só depois que ele abriu, percebi que 1 garrafa seria muito e que 1 taça seria totalmente suficiente.

Ah man... nessa hora eu já tava dando risada alto, de mim mesmo... sorrindo pra todo mundo e lendo a mente de todos: CRETINÃO!

Pedi o primeiro prato: sopa de coco fresco, ravioli de santola e brotos de coentro.



Descobri que 'santola' é uma esqpécie de carangueijo. Daqueles grandes. Comi e pensei: será que vem mais uns 50 desse prato? Em seguida, pensei: CRETINÃO!

O que me restava era encher o copo de vinho e beber... ha... beber eu podia... pena que vinho não mata a fome e parti pro segundo prato: Merluza negra, emulsão de endro, maçã e confit de batatas. O que me instigou muito quando chegou:



Se a merluza era negra, porque que o peixe principal do prato é branco? Seria merluza apenas esses negocinhos escuros? Enfim... como não sei que sabor tem uma merluza, mandei bala no prato! O peixe estava ultré-desfiando... coisa de louco... vide imagem abaixo, em que tentei 'desfiar' o peixe com o garfo... e o garço, praticamente atravessou o peixe:



Enfim... o prato se desfez em minutos na minha boca. Assim como 280 pesos se desfizeram rapidamente na minha carteira.

Minha opinião: o restaurante é bonito, a carta de drinks, muito boa, com vários exclusivos da casa, o atendimento é rápido e, se você for acompanhado e pedir, por exemplo 3 pratos, ou até dividir o menu degustação com uma garrafa de vinho... dá pra ir tranquilamente. A gente em São Paulo gasta 60 pesos reais em um pão, hambúrguer, tomate, queijo e alface.

Ou se você é ricão, vai lá com sua esposa e pede 3 menus degustação... 1 só pra esnobar.

Tegui
Costa Rica, 5852
Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina
(0)11 5291 3333

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O underground gastronômico de Buenos Aires pt. 3 - El Cunqueiro


Tudo começou quando decidir a uma casa de milonga em Buenos Aires. Como já iria no La Catedral, resolvi abrir mão dos modernosos restaurantes de Palermo e me aventurar na região da casa de milonga. Chegando lá, logo na esquina havia uma pizzaria e um restaurante bem vagabundo na outra esquina. Obviamente que fui no vagabundão mesmo.



Ao sentar, descobri o nome do restaurante no prato: El Cunqueiro. Nem imagino o que isso deva significar, pero, sentei e resolvi avaliar o cardápio. Tal qual o restaurante da noite anterior, o garçon serviu uns pães e manteiga.



Mesmo com a minha já tradicional fama de bundão, fui direto para as indicações da casa. Procurei algo que não conhecia para poder perguntar aos garçon. Eis que uma palavra muito carinhosa me chama a atenção: conejo. Chamei o mètri e perguntei o que era. Ele, muito sucintamente respondeu que era uma carne. Me limitai a questionar a cor da carne: roja? E ele acenou positivamente. Na hora, imaginei que 'conejo' poderia ser um corte específico de alguma parte do boi, ou da vaca.



Quando veio o prato, chamei o garçon e o indaguei sobre nossa primeira conversa: "Tu não falou que era uma carne vermelha? Tu me traz frango?". Ele, delicadamente, se surpreendeu com minha burra indagação e complementou que se tratava de um animal pequeno, que dava vários pulos. Foi quando meus 2 neurônios acordaram e quem se surpreendeu novamente foi a minha pessoa ao se dar conta de que eu tinha pedido coelho. O que, pra mim, a priori, naquele momento, não tinha nada de negativo.

Se eu comeria novamente? Com certeza! Não sei se era o sabor do molhinho que estava muito bom, se era o sabor do coelho propriamente, só sei que o sabor é inconfundivelmente bom. Parecia que era alcoólico... com cerveja e/ou vinho... Outro ponto que me chamou atenção no prato foi o tamanho das batata: ultré-pequenas, do tamanho de um grão de bico.



Percebam que osso não falta no bichinho que pula... e não restou nem 1 gota de molho pra contar história! Falei que estava bom, oras!



O lugar oferece comida a preços módicos, apesar do garçon ser um pouco lerdo. 100% de nativos 0% de gringos.

Diferente da milonga que de nativos só os garçons e os professores de dança. Mas o La Catedral é muito bonito por dentro e as músicas acompanham a boa qualidade do lugar.



El Cunqueiro
Medrano 501
Buenos Aires - Argentina
Phone: 011.4864.5859

La Catedral
Sarmiento 4006
Buenos Aires - Argentina

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O underground gastronômico de Buenos Aires pt. 2 - El Preferido de Palermo


É, não dá pra ganhar sempre. Definitivamente.

É com esta frase que começo a falar do El Preferido de Palermo. Mas não posso criticar muito, porque o errado sou eu e não o restaurante. Explico. Sou errado em criticar por 2 motivos claros: 1) fui ao restaurante hoje, 30 de Agosto de 2010 e 2) sou pobre. Se tivesse ido ao restaurante há 10 anos ou se fosse rico, estaria 100% satisfeito. Porém, como não posso viajar no tempo e meus recursos são restritos, tenho que me ater ao meu tempo atual e a detalhes pequenos, tal qual o custo/benefício das coisas.

Há ainda um terceiro motivo que me envergonha ainda mais. Me envergonha mais, porque dos 2 primeiros motivos, 100% da população mundial também não podem viajar no tempo e 90% da população mundial tem a mesma quantidade de dinheiro que eu tenho, ou menos. Agora, eu ser um bundão para pedir comida, não sei nem mensurar.

Enfim, cheguei ao restaurante pela indicação da Diga Maria! que tem um site lindo: Diga Maria!. Gostei muito do que li sobre ele na internet e ainda por cima é perto do lugar que estou. Aliás, é a segunda vez que venho para Buenos Aires, é a segunda vez que fico em Palermo e é a segunda vez que recomendo Palermo. Puta bairro bom da porra!

Enfim (de novo), o restaurante é ultré-sem muitas cerimônias. A porta permanece fechada e com um aviso: bata e aguarde. Dai vem um garçon não muito sorridente, pergunta qtas pessoas são e observa se há mesas. Na primeira vez que bati, ele disse que não havia mesa e pediu que eu fosse a outro lugar comer. Fui até a esquima meio triste e resolvi voltar, mesmo porque não levo desaforo para casa. Bati novamente e disse que não tinha pressa. Ele disse para voltar em 30 minutos. Dei uma volta, comprei uma cerveja em um supermercado, bebi e voltei. Bati na porta e entrei.


Na hora veio uma cestinha com pães variados e uma manteiga. A posteriori saberia que custa 5 pesos. Comi um pedaço de cada tipo de pão e toda a manteiga.

Chamei o garçon e perguntei sobre as especialidades. É aqui que entra a parte de ser um bundão. Ele me mostrou 2 pratos dos quais, além de não entender nada do que ele falava, as imagens não ajudavam muito. Além do que, só entendi que um dele tinha morcilla e eu não tenho culhão para morcilla. Pedi para ele me indicar uma carne, e fui no que ele indicou.

A carne aqui não é muito melhor do que as que comemos nos restaurantes argentinos em São Paulo. As batatas, sempre são melhores do que as que comemos no Brasil. Os ovos também são, mas ovo e batata é ovo e batata. Aqui e em Plutão. Mas as argentinas são melhores. O foda é pagar 65 pesos por isso. Aqui entra a parte de ser pobre. Se 2 pessoas não estivessem famintas, dava para 2 comerem o prato que comi. Tranquilamente. Anda mais se ambas se empanturrarem dos pães da entrada.



Um ponto importante, foi que a carne veio no ponto que pedi: mal passada!



Pude reparar que a gringolândia campeava à largo no lugar. Eis que surge a minha incapacidade de viajar no tempo. Acredito que anos atrás seria impossível encontrar gringos no lugar.

Outro ponto importante é o horário: pelo que entendi, o lugar abre durante o dia também e durante o dia ele funciona como um armazém que vende especiarias. Dai sim, talvez, eu poderia ter sido surpreendido novamente. E isto me leva às 2 deficiências pessoais: não tenho maquina do tempo, pois se tivesse poderia ter voltado para o período e ser pobre, pois se fosse rico, não trabalharia durante o dia só para ir lá!

domingo, 29 de agosto de 2010

O underground gastronômico de Buenos Aires pt. 1 - El Cuartito

As digas gastronômicas de restaurantes de Buenos Aires que vou detalhar podem não ser novidade pra ninguém desde que inventaram a rede mundial de computadores. Porém, o objetivo aqui é apresentar a minha (repito: minha) visão de alguns lugares um pouco mais distantes da gringolândia que vem pra BsAs pra ir na Galeria Pacífico, pagar de rico, e comprar coisas não tão baratas assim, e que depois, se gabam de terem ido no 'Siga La Vaca do cacete' e de comprar 6 alfajores Havana de merda e nem sequer passam um tempinho no Malba. Ia falar do mal Freddo, mas o Freddo é bom pra caramba.

Enfim, a aventura gastronômica começou no 'El Cuartito'. E o que tem de bom nesse quartinho pequeno? O bife de chorizo? O chinchulin? As papas fritas? Negativo: a pizza. Alguns podem me perguntar: "Porra Véio, tu vai pra BsAs pra comer pizza?" Ai, eu surpreendo a todos novamente e respondo: "Não, eu vim pra trabalhar e para trabalhar, preciso comer. Para a minha sorte, pizza alimenta."

Fui no lugar já com a indicação de comer 2 sabores específicos: Faina e Fogazzeta. A Faina é uma pizza meio diferente, já que não tem os recheios que estamos acostumados a comer, e, visualmente, mais parece uma torta que não cresceu do que uma pizza propriamente. Na verdade consiste em uma massa feita de grão de bico que vai em cima da massa da pizza. É demi-seco, mas o que não falta é opção de cervejas para acompanhar e melhorar o esquema.

Ou então faça como eu, peça os 2 pedaços juntos, já que a Fogazzeta é uma pizza feita à base de queijo e cebola. Sem molho de tomate. O combinado de queijos (acredito que deve ter umas 3 variedades, mas nenhum queijo forte) é uma pasta, quase líquida... mas ainda pasta, muito saborosa. E cebola... que eu adoro!




Um ponto importante das pizzas é a massa: percebam que ela não é uma massa batidona, reta, e além de tudo há partes que são crocantes embaixo. Não é ultrè-fina, mas também não é grossa. Arrisco dizer que é o ideal.



Pra ajudar ainda mais, os valores são bem convidativos: os pedaços das pizzas variam de 4 a 8,5 pesos. As pizzas pequenas variam de 20 a 35 pesos e as pizzas grandes variam de 45 a 70 pesos.

Para os que querem variar, há também as empanadas. Experimentei a de carne com cebola picante. A cebola devia estar em falta, porque achava que viria mais e de picante não tem muita coisa não, mas é diferente da empanada apenas de carne.



O ambiente, como vocês podem ver, é bastante peculiar, com quadros de lutas de boxe, retratos de times de futebol, camisetas de futebol assinadas e fotos de artistas. Vale, MUITO, a pena conferir.





El Cuartito
Talcahuano 935, Buenos Aires (fica bem perto da av. 9 de Julho e Av Córdoba)
Tel. +5411 4816-1758

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Sopa de grão de bico, com linguiça, azeite apimentado e mostarda dijon

Vocês sabem que os vídeos sempre têm papel principal nos meus posts. Porém, neste caso, como a receita é muito boa, recomendo que leiam-na antes, e vejam o video depois!

Já repeti esta receita algumas vezes, apenas alterando a quantidade dos azeites, para entender como eles se comportam sob pressão. Minhas percepções estão detalhadas no 'modus operandi' do prato.

Ingredientes
- 1 cebola roxa média picada
- 1 dente de alho picado
- 1 linguiça
- 1/2 caldo de legumes do alex atala
- 1/2 saco de grão de bico
- azeite apimentado
- azeite tradicional
- mostarda dijon

Modo de fazer
Deixe o grão de bico por, pelo menos, umas 2 horas, em processo de hidratação... sob a água.
Refogue a cebola roxa média picada no mix de azeites. A quantidade de cada azeite depende da sua receptividade à pimenta: já fiz essa sopa com 100% de azeite picante e ficou muito boa, mas isso porque sou ultré-receptivo à pimenta, mas acho que um fraco não gostaria muito. Enfim, recomendo pelo menos 50% de azeite picante.
Quando a cebola começar a trocar de cor, coloque a linguiça cortada em pedaços grandes. ISSO É MUITO IMPORTANTE!!!
Quando a linguiça começar a mudar de cor, coloque o grão de bico, o caldo de legumes, o alho e água. Por se tratar de uma sopa, coloca bastante água... e deixe por cerca de 40 minutos.
Abra a panela, depois, obviamente, de tirar a pressão da mesma, com uma escumadeira, retire todos os pedaços de linguiça (entenderam pq é importante deixar pedaços grandes?) e analise o grau de dureza do grão de bico. Se estiver muito duro, deixe mais tempo na pressão, coloca mais água, ou não, e tal... Tudo isso com a linguiça fora da panela, reservada. Repita o processo até que você sinta que o grão de bico está demi-mole, ou, repita este processo O QUANTO BASTE.
Qdo o grão de bico ficar al-dente, pegue um mixer, daqueles que pica tudo, e dá uma picada generalizada dentro da panela, pra triturar os granos de bico demi-moles e formar a pasta, que nesse caso, terá a densidade de uma sopa.
Pique um pouco mais as linguiças que estavam reservadas e retorne-as para a panela. Aqueça um pouco e boa, tá pronto.
Recomendo que cada um coloque a mostarda dijon direto no seu respectivo prato, juntamente com um queijinho ralado que, em sopas, salva vidas!



Como vocês puderam perceber, mesmo tendo repetido diversas vezes a receita, nesta vez, esqueci a maldita panela de pressão no forno e o a sopa queimou. Acho, eu disse acho, que coloquei pouca água também. Só sei que, quando senti o cheiro, os 40 minutos já tinham passados há uns 500 minutos.

Mas como vocês sabem, aqui vai pro ar tudo: certo, errado, bom ou ruim.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Tagliatta de filé com tomatinhos assados da Carla Pernambuco (restaurante Carlota)


Se não me engano essa é a 2a. receita ca chef Carla Perambuco que coloco no MesaPra1. Em alguns pratos ela consegue ornar simplicidade com sabores um tanto quanto não tão comuns, como neste prato, em que ela adiciona açúcar no tempero dos tomates e sugere um corte diferenciado para o filé.

Embora o nome seja, digamos, pomposo, uma tagliatta, ou apenas tagliata, refere-se a forma de corte da carne (conclusão tirada após alguns minutos de pesquisa no Google). De acordo com um dos maiores conhecedores de cane no mundo, István Wessel, em seu site, a tagliata pode ser feita também com coxão mole. A minha experiência foi direto com o filet mignon mesmo. Porém, como vocês verão abaixo, eu não filmei o corte final da carne. Estava com muita fome e fizemos o corte da carne direto no prato, mas não para a gravação. Eu sei, pode me chamar de burr-r-r-rico. De qualquer forma, a foto do prato está ai para vocês verem. A foto foi tirada do livro 'Carlota - Balaio de Sabores', da chef Carla Pernambuco, que comanda o restaurante Carlota. Veja o site.



- Ingredientes do filé
1kg de filé mignon limpo
sal
pimenta-do-reino, moída na hora
azeite extravirgem

- Modo de fazer o filé
Corte o pedaço do filé ao meio, no sentido horizontal, formando duas tiras compridas. Tempere com sal, pimenta-do-reino moída na hora. Aqueça bem uma frigideira antiaderente e grelhe a carne até o ponto mal-passado. Reserve, coberta com papel alumínio.
Quando os tomatinhos estiverem prontos, fatie os pedaços de filé com 0,5 cm de espessura.
Sobreponha as fatias formando um círculo com os tomatinhos no meio

- Ingredientes dos tomatinhos
3 xícaras de tomatinhos-cereja limpos, cortados ao meio
azeite extravirgem
2 colheres de sopa de açúcar
1 1/2 colher de chá de sal
1 colher de sopa de folhas de tomilho fresco bem picadas
pimenta-do-reino, moída na hora

- Modo de fazer os tomatinhos
Misture os tomatinhos com os temperos muito bem. Espalhe em uma assadeira e leve ao forno preaquecido (200°C) até que eles comecem à murchar. Reserve.

Vale ressaltar que neste dia foi a estréia da rádio on-line Hitburners. Vale a pena entrar no site e verificar a programação que vai desde musicais até comentários de futebol. Pretendo participar esporadicamente ou até quem sabe, ter um programa por lá.

domingo, 15 de agosto de 2010

Provolone à Milanesa (enviada por e-mail pela Patricia)

Fiquei muito feliz ao receber este e-mail da Patricia, pois além de me ensinar a técnica oficial para se fazer o provolone à milanesa, fez reviver em mim a vontade de fazer este petisco que, como eu falo no vídeo, é um dos meus preferidos na vida botequeira e saciou minha fome por muitos e muitos anos.

Apesar da beleza do parágrafo acima, ressalto que o vídeo possui cenas fortes! Foram tantas coisas erradas que eu fiz, obviamente, que por não seguir a receita e por descuidos que... enfim... o fim justificou os meios. Peço desculpas também pois a máquina apresentou problemas técnicos e a parte inicial e final tive que narrar, pois perdi o som, mas esta perfeitamente entendível.



Abaixo, a reprodução total do e-mail da Patricia. Atentem-se aos cuidados que ela passou:

"- Ingredientes
200 gr de provolone em cubos médios
2 unidade(s) de clara de ovo batida(s)
quanto baste de farinha de trigo
quanto baste de farinha de rosca

- Modo de fazer
Passe os cubos de provolone nas claras de ovo (escorra o excesso) e empaná-los na farinha de trigo. Após este processo, passá-los na gema e para terminar, empaná-los novamente com a farinha de rosca. Este processo fará com que os pedaços de provolone fiquem bem protegidos por dentro.
Esquente bastante óleo novo em uma panela de preferência funda, deixe-o bem quente, quente mesmo e só depois coloque os provolones para fritar (Não frite muitos de uma vez só). Quando estiverem douradinhos, escorra o excesso de óleo em papel absorvente e sirva em seguida.

Obviamente que eu não tinha um palito de fósforo para mensurar a temperatura do óleo.

Uma nota pessoal: mantenha o papel longe da boca do fogão e obrigado, novamente, Patricia.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Calda de frutas vermelhas da chef Tatiana Cardoso, do restaurante Moinho de Pedra

Depois de postar a receita do iogurte com mel, ficou faltando a receita da calda de frutas vermelhas para podermos fazer, assim, a receita completa do Iogurte com Mel e Caldas de Frutas Vermelhas da chef Tatiana Cardoso, do restaurante Moinho de Pedra.

Vocês perceberão no vídeo que usei menos frutas que a chef instrui. Reflexo do meu gosto por carnes... aliás, eu quase coloquei uma carne vermelha, pra ver se ficava bom... deve combinar, já que é tudo vermelho mesmo... e até pêssego que é amarelo pode!



- Ingredientes:
500g de framboesa congelada
1 1/2 xícara de água
1/2 xícarade açúcar demerara
1 colher, das de sopa, de maisena
1/2 xícara de morngo em pedaços
1/2 xícara de ameixa vermelha ou pêssego em pedaços
1/2 xícara de cereja ou uva vermelha sem caroço

- Modo de fazer:
Numa panela, coloque a framboesa e a água. Quando ferver, acrescente o açúcar demerara e cozinhe por 10 minutos.
Dissolva amaisena em um pouco de água fria e adicione à panela. Ferva por mais 5 minutos, mexendo. Deixe esfriar. Junte as frutas restantes e leve à geladeira.

Ultré-simples, não? Olha... esta receita vale muito a pena. Ok que o iogurte dá um trabalho relativamente grande e não rende muito, mas tu pode comprar iogurte pronto e fazer apenas o processo do escorrimento pra facilitar. Agora, sobre a calda de frutas vermelhas, não dá pra dizer que é difícil, não é?! Aguardo os comentários!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Iogurte com mel da chef Tatiana Cardoso, do restaurante Moinho de Pedra


Amigos, a receita do iogurte com mel e calda de frutas vermelhas da chef Tatiana Cardoso, do restaurante Moinho de Pedra, é ultré-famosa, bem como seu restaurante que vive com filas de amantes da sua comida. Eu, particularmente, não sou muito fã de comidas vegetarianas, ou 'culinária natural gourmet' como diz o site do restaurante, mas quando fui lá, essa sobremesa me chamou a atenção. Achei uma amiga que comprou o livro "COZINHA NATURAL GOURMET: A CULINARIA DE TATIANA CARDOSO E O RESTAURANTE MOINHO DE PEDRA" e resolvi me aventurar nesta receita.

Recomendo o restaurante por 2 motivos básicos:
1) Pessoas que tenho muita consideração e gostam desse tipo de comida elogiam muito a qualidade do serviço e a comida, obviamente.
2) A única vez que fui, tinha tanta mulher bonita, mas tanta mulher bonita que olha... quase que mudo de fome! Vale a pena também só pra ir tomar um cafezinho e ver as beldades que lá frequentam;

Neste primeiro post, ensinarei apenas a fazer o iogurte com mel. A calda de frutas vermelhas vai ficar para os próximos dias. Mas não se preocupem, será nos próximos dias!



- Iogurte natural
1 litro de leite tipo A
2 colheres 'das de' sopa (adoro esse 'das de') cheia de iogurte natural

- Iogurte escorrido
4 xícaras de iogurte gelado
1/3 de xícara de mel

Numa panela, ferva o leite. Deixe esfriar até atingir 40°.
Enquanto isso, aqueça o forno a 200°C por 10 minutos.
Misture o iogurte com 1/2 xícara de leite até dissolver completamente. Junte ao leite da panela e misture.
Distribua em tigelinhas individuais ou num pirex fundo.
Desligue o forno e coloque o pirex no forno com a luz acesa.
Deixe a noite toda ou por pelo menos 8 horas.
Leve à geladeira e consuma depois de 24 horas.
Para o 'iogurte escorrido', forre um chinois com uma fralda de algodão. Apoie o chinois sobre o balde, no qual deverá caber todo o soro escorrido.
Despeje o iogurte sobre a fralda, junte as pontas da fralda das laterais e torça, deixando o iogurte no centro. Leve à geladeira e mantenha escorrendo por no mínimo 12 horas. Após esse tempo, verifique o ponto: o iogurte deve estar bem espesso.
Junte o mel ao iogrte e bata vigorosamente com um batedor de arame até que fique cremoso e emulsionado.

Restaurante Moinho de Pedra - Site
R. Francisco de Morais, 227 - Chácara Santo Antônio - Sul. Telefone: 5181-0581.
Aceita os cartões Diners, MasterCard, Visa. Aceita os tíquetes Cheque Cardápio, Sodexho Pass, Ticket Restaurante, Ticket Restaurante Eletrônico, Vale-Refeição, Visa Vale.
segunda a sexta: 8h30 às 17h30.
sábado: 9h às 17h.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Promoção Jogando no Quintal com Knorr

Pessoal, vocês conhecem o 'Jogando no Quintal'? Conhecer, conheço, mas nunca fui, porém, já ouvi falar e sabemos que é muito divertido e os caras dão um show na arte de improvisar! Que tal ir a um show dos caras de graça, dar muitas risadas, se divertir e ainda por cima, me conhecer pessoalmente! Sim, vocês terão a honra de ir ao 'Jogando no Quintal' comigo! Depois a gente pode ir pra um buteco tomar umas e outras para começar a semana bem, afinal, será nesta segunda-feira, dia 2 de Agosto, às 21 horas, no Teatro Folha (Shopping Pátio Higienópolis; Av. Higienópolis, 618). Obviamente que os custos de deslocamento serão por vossa conta e risco!

Para que a Knorr nos proporcione esse momento lindo e mágico, basta deixar um comentário neste post informando seu nome completo e e-mail. Eu enviarei um e-mail aos primeiros 10 que comentarem com a confirmação.

Aliás, vale ressaltar mais essa que a Knorr preparou pra nós, marinheiros de primeira viagem, nesse friozinho, que não queremos sujar a cozinha toda pra tomar uma sopa. Pra não falar que são rápidas, fáceis e ultré-baratas. Encontradas facilmente em qualquer supermercado:



Aguardo os comentários, com nomes e e-mail e nos vemos na próxima segunda-feira!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A Rota 2010 - A mais antiga peregrinação alcoólica do Brasil acontece em Ribeirão Preto-SP - Como foi


A expectativa para A Rota 2010 era muito grande:

- Apoio do site Botecagem, que resultou em chopp de graça pra galera e um contato com a Cerveja Colorado que nos proporcionou um barril de 50 litros de chopp para distribuir entre os participantes, em um pit-stop surpresa na metade do percurso;
- O Bar e Restaurante S.A., famoso em proibir a nossa entrada ano após ano, resolveu nos chamar para fazermos a distribuição dos kits (camiseta e caneca) por lá;
- Número recorde de pedidos de kits: 80;
- Divulgação pelo twitter e sites amigos.


Enfim, tinha tudo pra ser um dia memorável. E foi. Quem esteve presente nos 27 bares (23 oficiais além de 4 bares ‘bonus round’) pode aproveitar momentos de muita cerveja e diversão.

O clima de Ribeirão Preto ajudou bastante. Apesar do sol, o calor – natural da cidade – não judiou dos nobres colegas que, de bar em bar, saciavam sua sede. A noite foi serena e o frio – já tradicional nos momentos finais dA Rota – não fez presença neste ano.

Logo na concentração já era possível observar que o volume de pessoas era realmente grande para o início.

Era emocionante e engraçado ao mesmo tempo ver um grupo tão grande de pessoas andando pelas ruas da cidade, com suas canecas cheias de cervejas empunhadas. Era inevitável recebermos buzinadas amigas dos carros que passavam pelas ruas e dos caminhões de bombeiros que passaram por nós.

Não faltaram bons momentos, porém cito 2:
- o ‘splash-and-go’ surpresa proporcionado pelo Botecagem/Cerveja Colorado, inesperado pela maioria das pessoas.
- a receptividade do Bar e Restaurante S.A. que, além de nos oferencer cerveja em abundância por um preço relativamente baixo, nos presenteou com caldinho de feijão como cortesia e, acredito eu, pedido de trégua em função dos atritos nos anos anteriores.

Alguns pontos fortes deste ano e cruciais para o saldo positivo do dia:
- bom senso da grande maioria das pessoas;
- ajuda de algumas pessoas focais na condução do grupo;
- boa receptividade em todos os bares;

Obviamente que nem tudo são flores. Pontos negativos existiram, mas não merecem destaque. Não aqui.


O sr. Dib, já disponibilizou suas respectivas fotos: http://goo.gl/photos/Dw2Y

Enfim... agradeço a todos que participaram e, consequentemente, ajudaram a manter A Rota 2010 organizada!

terça-feira, 20 de julho de 2010

"Tombe Dur", ou o famoso Cai-duro Chic do Leo Gonçalves

Vejam abaixo a fantasia criada no Trivial ou Nem Tanto pelo Leo:

"No Ceará não chamamos o hotdog de dogão, ele é cai-duro. Daí veio a tradução literal, brincadeira do meu amigo Marcos Paulo, que aproveitou os ingredientes "afrescalhados" para chamar de Tombe Dur.

Bom, o que importa é que fica bom, e se eu fosse você, experimentava fazer em casa.

Esse post não tem nenhum patrocinador, mas vou dizer todas as marcas, assim você consegue reproduzir exatamente o gosto do Tombe Dur em casa.

- Ingredientes
1 salsicha tipo Húngara Eder
1 pão francês ou bagette de boa qualidade
3 pepinos em conserva (Picles Hemmer, condimento suave)
Molho de tomate caseiro
Queijo Gruyére finamente fatiado
Batatas chips

- Modo de fazer
A salsicha húngara tem pedaços de carne e carne de porco, é ligeiramente apimentada e defumada. Pra mim, é o que dá o gosto todo especial a este hotdog. As salsichas viena (comum em hotdogs) e a Frankfurt (muito leve, na minha opinião) não chegam nem perto do sabor dessa. Se não achar, recomendo comprar linguiça calabresa defimada e cozida, do tipo fina. Ela parece uma salsicha de hotdog. Na embalagem da Eder, há o tempo de cozimento sugerido da salsicha. Ferver a água, desligar o fogo e colocar a salsicha por 5 minutos.

O molho de tomate leva cebola e alho refogados, tomates pelados cortados, 1 taça de vinho branco e salsinha picada. Cozinhar tudo, corrigir o sal e pimenta do reino.

Corte os pepinos numa espécie de julienne.

Agora é só montar, no pão francês (carioquinha) ou bagette. Primeiro os pepinos, depois a salsicha cozida, o molho e uma generosa cobertura de queijo gruyére. Eu uso um maçarico para gratinar o queijo, mas você pode tentar no forno. O problema é o risco de ressecar demais o pão.

E uma Leffe Blond pra dar um toque final."

Agora... vejam a receita em sua mais pura realidade, na vida real, acontecendo ao vivo. E aumentem o som... o idiotão aqui conseguiu gravar quase que todo o vídeo com o dedo em cima do microfone do celular! Parabéns bur-r-r-r-r-ico.



kakakakakakkakakakakakakakakaka

domingo, 18 de julho de 2010

Drink Frangelico Caipiroska

A receita deste drink, ou drinque, é muito semelhante à receita da nossa caipiroska e, dependendo da quantidade de ingredientes que você colocar, pode ter um drink, ou drinque, muito refrescante.

Este drink, ou drinque, pode ser servido, tranquilamente, como entrada de um churrasco em um belo dia ensolarado.



Ingredentes
- 1 limão
- Açúcar
- Frangelico
- Vodka
- Cranberry Juice
- Gelo

Modo de fazer:
Corte o limão em 8 pedaços e, após colocar a colher de açúcar (bem cheia ou duas com menos), produza o suco gástrico. Em seguida, my friend, é só adicionar os demais ingredientes, mexer e beber.

Vocês serão surpreendidos novamente com o sabor deste drink.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A Rota 2010 - A mais antiga peregrinação alcoólica do Brasil acontece em Ribeirão Preto-SP


Obrigado B.O.

Enfim, é chegada a hora de mais umA Rota! Dia 24.07, os maiores peregrinos etílicos do Brasil se reunirão novamente para percorrer os aproximadamente 8km, passando por 23 bares e bebendo 1 chopp em cada, pagando a conta e se dirigindo para o próximo.

São quase 8 horas de caminhada - sim, o percurso é feito totalmente a pé - se iniciando na lendária choperia Pinguim de Ribeirão Preto. Inclusive, passamos pelas 3 unidades da choperia Pinguim em Ribeirão, finalizando A Rota na unidade do Ribeirão Shopping, por volta da meia-noite.

Neste ano, passaremos pelos seguintes bares:

Pinguim - centro
Doutor linguiça
Cine cauim
Lotérica jockey
Empório brasilia
Bar e restaurante do nelson
Pinguim - sta. ursula
Empório damasco
Salgadinhos leão
Cachaçaria
Décio auto-posto
Pão de açúcar 24h
Bandpães



Jordiano
Estância casagrande
Planet motos
S.A.
Chopp time street
30 horas
Armazém da cerveja
Nosso buteco
Rancho da picanha
Pinguim - rib. Shopping



Uma das novidades é o apoio do site Botecagem. Essa ajuda proporcionará algumas surpresas para os participantes neste ano!



Às 15:00h do dia 24 de Julho, começará a 'concentração' para partida às 16:00h impreterivelmente. Desta forma poderemos aproveitar o dia no centro de Ribeirão Preto que é muito bonito e tem papel fundamental na história do estado de São Paulo e curtir a noite ribeirão-pretana em aguns dos bares mais disputados na cidade.

A expectativa é a de que completemos o percurso e cheguemos no Pinguim do Ribeirão Shopping por volta da meia-noite, para ainda aproveitarmos, quem aguentar, obviamente, mais alguns copos por lá!

Já estamos todos na expectativa de mais um ano muito divertido!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Drinks com champagne

Qual bebida o campeão da fórmula 1 bebe, se dá banho, desperdiça e molha todo mundo?
Qual bebida vocês nunca viram aqueles pedrerão (aumentativo de pedreiro) bebendo às 6 horas da manhã na padoca?
A viúva Ponsardin decidiu fabricar o que?

Não sei se vocês perceberam, mas 'champagne' é a resposta pra tudo nessa vida! Inclusive para as perguntas que fiz acima!

É por essas e outras que resolvi fechar a série de posts com receitas de drinks, com receitas de drinks com champagne. E vocês perceberão que eu não quis reinventar a roda. Não mesmo. Fiz o mais simples possível e é esse mais simples possível que vai impressionar a garota que tu quer pegar e vai facilitar tua vida! Vai por mim.



Receita de Limoncello-Champagne ou Limonada trés-chiqué
Misture a mesma medida de champagne e limoncello.

Receita de Bellini ou Bellini e a Esfinge
Basta misturar 1 dose de suco de pêssego (que seria a esfinge) e completar com champagne (que seria o bellini)

Receita de Cranberry-Champagne Cocktail ou Red Champagne
Misture ambos na proporção que mais lhe agradar: 1 pra 2, 2 pra 1, 1,5 pra 1,5 e por ai vai.

Pessoal, obviamente que podemos incrementar com diversas frutas cada receita, ou com twists de limão, ou com Grand Marnier, ou hortelã, mas a idéia foi realmente mudar um pouco a visão tradicionalista que o mundo globalizado prega!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Shandy Gaff by James Baldwin

Continuando a saga alcoólica, vamos para o 3° post consecutivo gravado na mesma noite com receitas de drinks não-convencionais.

Continuamos também seguindo o livro 'Guia de Drinques dos Grandes Escritores Americanos', agora com o escritor James Baldwin. Seu mote é: "Às quatro da manhã, quando estão bêbados o bastante, coisas extraordinárias podem acontecer".

"No romance 'Tell Me How Long The Train Has Been Gone', o jovem protagonista de Baldwin, Leo, toma um dos primeiros drinques de sua vida - whisky com ginger ale. O Shandy Gaff é cerveja com gingler ale. Criado originalmente na Grã-Bretanha, existe desde o fim do século XIX.



- Ingredientes
250ml de cerveja tipo lager ou amber ale
250ml de ginger ale

- Modo de fazer
Despeje a cerveja em uma caneca gelada e acrescente o ginger ale.

E o nível alcoólico está aumentando. No próximo vídeo, serão 3 receitas de drinques com champagne... e dai, meu nobre, ninguém segura!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Drink Boilermaker by Charles Bukowski

Existe um livro muito interessante para quem inicialmente curte beber e, posteriormente curte toda essa parte de literatura e/ou conhecer uma curiosidade ou outra do seu escritor favorito: "Guia de Drinques de grandes escritores americanos". Para cada escritor há um drinque respectivo, uma frase que o autor costumava dizer, uma breve descrição e uma passagem de algum livro do cara. Deste livro, fiz a receita de drinks de 2 escritores e o primeiro escritor que lhes apresento é o Charles Bukowski.

A frase que apresenta o Charles Bukowski é a seguinte: "Beber é uma forma de suicídio em que a gente pode voltar à vida e começar tudo de novo no dia seguinte". O drink apresentado é o tal do Boilermaker.



Ingredientes:
- 60ml de whisky tipo bourbon, rye ou standard
- 250ml de cerveja tipo lager

Modo de fazer (tal qual manda o livro. veja o vídeo para apropriar à sua moda)
"Coloque o whisky em um copo tipo shot. Coloque a cerveja em uma caneca apropriada. Tome de um só gole o whisky puro e beba a cerveja logo em seguida. Gelada, ela irá perseguir o destilado quente em sua garganta.
O Boilermaker é rápido, confiável e fácil para o barman. Seu estômago faz a mistura"
Para os que gostam de um pouco de frescura, pode-se colocar o copo de shot inteiro dentro da caneca de cerveja e beber tudo junto."

Bom... esse foi o segundo drink da noite. Percebam que esse drink pesou, e muito, minha condição... o que será quem depois? Lembrem-se que serão 4 vídeos e 6 receitas de drinks...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Drink Flying Dutchman

Vamos fazer uma mini-série de 4 receitas de drinks não tão usuais, mas nem por isso ruins, muito pelo contrário. Na verdade serão 6 drinks, pois no último, dos 4 vídeos, apresentarei uma sequência de 3 drinks utilizando o champagne.

Apresentarei as receitas exatamente na sequência que eu os fiz e consequentemente bebi, para que vocês possam apreciar a elevação do meu grau alcoólico.

O primeiro drink não tão usual é o Flying Dutchman: é um drink que surpreende a maioria dos desconhecidos que, em um primeiro momento, acharão que misturar 2 bebidas alcoólicas torna a bebida extremamente forte. Porém não nos esqueçamos que o cointreau é feito, basicamente de laranjas, ou seja, o sabor não é tão forte quanto vocês imaginam. Vale a pena experimentar, mesmo porque um drink com 40ml de bebida não deixa ninguém bêbado. Infelizmente.



- Ingredientes:
10ml de Cointreau
30ml de Gin (sugiro colocar 32ml)
Cubos de gelo

- Modo de fazer:
Coloque uma camada de cointreau sa superfície interna do copo, em seguida, despeje o gin sobre o gelo. Decore com twist de limão.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Vivência com chef Murakami (Restaurante Kinoshita) - Curso de extensão em Alta Gastronomia - FAAP

INCRÍVEL! Basicamente foi assim. Aliás, não apenas esta 'vivência' (que logo mais explico o que é), mas acredito que todo o curso de extensão em Alta Gastronomia da FAAP deva seguir esta linha. Pelo menos a aula que participei além da vivência, com o Ricardo Maranhão também foi fantástica. A quantidade de conhecimento que se consegue absorver é bárbara, além da troca de experiências com os demais alunos.

Se vocês tem interesse, ou curiosidade, em conhecer do que se trata esse curso tão novo, entrem no site. Lá tem todos os detalhes como grade de aulas, duração, professores, etc...

Vamos deixar a conversa de lado, por enquanto, e vamos ao vídeo:



A vivência é exatamente isso que vocês viram. O que antecede a comida é um ótimo bate-papo que temos com o chef e em seguida ele, e nós, coloca(mos) a mão na massa.

Especialmente sobre o que participei:

- Aula de Patrimônio gastronômico brasileiro com o palestrante Ricardo Maranhão. O cara é uma biblioteca de conhecimento viva! Dei a sorte de participar da aula em que ele comentava sobre as origens do churrasco, desde a época dos bandeirantes, os índios, etc... até os dias de hoje, com a cultura da churrascaria com rodízio.

- Vivência com o chef Murakami do restaurante Kinoshita (Rua Jacques Felix, 405; Vila Nova Conceição; 11.38496940). O chef é de uma simplicidade ímpar, como os pratos que ele preparou. Sabores e combinações únicas. Ingredientes do mais alto nível e cuidado oriental peculiar. No site do restaurante você pode observar a variedade e qualidade dos pratos, bem como a singularidade das 'invenções' do chef. Não tem como não ter vontade de conhecer!

Agradecimento especial à Ana Franco do site Cozinha de Idéias, hoje, aluna do curso, que nos proporcionou ótimos momentos. Valeo!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Minas quente na bisnaga para 1 pessoa

Este sanduíche, ou lanche, ou como você quiser chamar, é um clássico no café da manhã dos campeões. Tradicional nas padarias paulistanas, lhes apresendo a receita de Minas Quente na bisnaga, aqui, substituída pelo clássico egg sponge.

Na versão para 1 pessoa, ele fica totalmente simplificado e fácil de fazer, transformando seu simplório café da manhã em um momento de eterna celebração (?!?!)



Ingredientes
- q.b. de fatias de queijo minas
- bisnaga

Modo de fazer
'Fatie generosas fatias' de queijo minas e coloque nem uma frigideira. Vá virando até que ambos os lados estejam quase que entrando naquele estado queimado, porém já meio mole.
Fatie a bisnaga, coloque as fatias na bisnaga, pressione com a mão e comece seu dia de campeão.